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Dinheiro e emoções

A relação humana com o dinheiro raramente é apenas objetiva. Ela carrega crenças, medos, histórias familiares e formas aprendidas de se sentir seguro (ou inseguro) no mundo. Em terapia, é possível compreender o que está por trás dos comportamentos e das emoções que o dinheiro e o consumo ativam, construindo uma relação mais consciente, sustentável e menos sofrida com eles.

Nossa relação com as finanças e a vida​

Você pode ganhar bem, ter o suficiente, e ainda assim viver com uma ansiedade constante de que vai faltar. A conta fecha, mas a sensação de escassez não passa. Você verifica o saldo mais vezes do que precisa, tem dificuldade de gastar sem culpa, de investir em si mesmo sem se justificar. O dinheiro está lá, mas a tranquilidade não vem junto.

 

Há também o movimento oposto: gastar como forma de aliviar algo que não tem nome claro. Uma compra que parece necessária no momento e que depois deixa um resíduo de culpa ou vazio. Esse padrão pode se tornar um ciclo: o impulso de comprar que aparece quando você vivencia algo difícil, o alívio momentâneo da compra, a culpa que vem depois. Você pode se perceber comprando mais do que planejava, mais do que precisa, sem conseguir entender bem o que está movendo esse gesto.

A relação com dinheiro também carrega o que foi passado em casa. O que sua família dizia, ou não dizia, sobre dinheiro. Se ele era motivo de conflito, de vergonha, de silêncio. Se havia escassez real que deixou marcas, ou abundância que vinha acompanhada de cobranças. Você pode se perceber repetindo modos de viver que não escolheu conscientemente, ou reagindo contra eles de formas que também te custam.

Há quem se sinta culpado por ter mais do que outros ao redor. Quem não consiga cobrar o que seu trabalho vale, quem minimize o que ganha ou quem sabote oportunidades de crescimento financeiro sem entender bem por quê. Há também quem use o dinheiro como medida de valor próprio, e oscile entre a sensação de estar bem e de não ser suficiente de acordo com o que entra ou sai da conta.

A relação com dinheiro não surge do nada. Ela tem história, contexto, razão de ser. Em terapia, é possível compreender o que está por trás desses padrões e construir, aos poucos, uma relação com o dinheiro que seja mais autêntica, saudável e sustentável.

Mulher correndo livre na praia com pássaros
Ana Carolina Martins

Psicóloga clínica | CRP 04/62687

Atendimentos em Curitiba (PR) e online para o mundo todo.

Contato: +55 (41) 99513-5486

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© Ana Carolina Martins, 2025. Todo o conteúdo desta página é de autoria própria e protegido por direitos autorais. É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização prévia.

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