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Luto e perdas

O luto não é só sobre perder alguém: é também sobre a vida que muda depois da perda. Ele também é um processo íntimo e, muitas vezes, solitário, porque nem sempre o entorno sabe acolher a profundidade do que você vive. Há um tempo interno que precisa ser honrado. Em terapia, você pode viver a saudade com respeito, atravessar a dor e dar lugar ao que sente (mesmo quando é confuso) e atravessar essa fase sem pressa, com respeito e sem cobranças. Aos poucos, a vida vai se reorganizando sem que você precise esquecer o que foi importante.

O luto e a vida

O luto não tem ordem ou regra para acontecer. Ele pode se manifestar como tristeza profunda, mas também como entorpecimento, irritabilidade, dificuldade de concentração, uma sensação de que a vida perdeu sentido ou continuidade. Ele também aparece em perdas que nem sempre têm reconhecimento social, e sem rituais, sem licença para sentir, essas experiências costumam ser vividas com ainda mais solidão.

 

Enquanto a vida de outras pessoas retorna ao curso normal, você pode se sentir sozinha num processo que ainda está no início, sem saber bem o que é "normal" sentir, ou por quanto tempo. Muitas vezes, você segue funcionando: trabalha, cuida, responde, enquanto carrega algo que ainda não encontrou lugar para ser sentido. Pode haver uma dificuldade de seguir em frente que não é falta de força: é fidelidade, é amor, é um processo que ainda precisa de tempo para ser vivido.

Vivenciar um luto profundo não é doença, nem fraqueza. É uma resposta profundamente humana a uma ruptura que importa, e que também por isso, pede cuidado e acolhimento. Em terapia, é possível dar espaço para esse processo acontecer com dignidade, sem pressa e sem julgamento.

Mulher livre correndo com os passáros
Ana Carolina Martins

Psicóloga clínica | CRP 04/62687

Atendimentos em Curitiba (PR) e online para o mundo todo.

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